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 O aplicativo Faceapp tem uma função que transforma o gênero de uma pessoa na foto e permite que o usuário possa ter essa ideia. A brincadeira viralizou famosos e anônimos bombardearam as redes sociais neste sábado e domingo (14) com fotos em que a pessoa aparece no gênero oposto e divertiram seus seguidores durante o final de semana. A transformação é feita pelo aplicativo FaceApp que já foi acusado de roubar dados de seus milhares de usuários.

Há menos de um ano, em julho de 2019, este mesmo app estava no topo da lista dos mais baixados na Google Play Store e na App Store, oferecia ao usuário que ele deixasse o rosto mais velho ou mais jovem e virou uma verdadeira febre. Porém, a segurança com relação aos dados do aplicativo foram colocadas em xeque por conta de dois documentos vagos que não ofereciam muito respaldo aos seus usuários, dando brechas para uso abusivo das fotografias por parte da empresa.

No entanto, a repercussão do app levantou novamente um debate sobre a captura de dados pessoais. A política da empresa, conforme os próprios documentos mostrados no app, não garante a privacidade do usuário. Para entrar na brincadeira, é preciso concordar com termos vagos, que não deixam claro nenhuma proteção ao usuário e ainda coletam dados de comportamentos pessoais.

A falta de informação não impediu que o aplicativo atingisse 2 milhões de downloads na Play Store. No Twitter, o Faceapp foi um dos assuntos mais comentados neste sábado (13). A mudança de gênero permitida pelo app voltou a viralizar e as montagens com fotos de celebridades e até políticos se multiplicaram na web.

Privacidade dos dados

Com toda a repercussão, algumas pessoas relembraram os, já conhecidos, problemas do app na privacidade de usuários. No documento que é apresentado no momento da instalação, a própria empresa responsável pelo Faceapp afirma que irá coletar dados sobre as páginas que o usuário visita na web, o endereço IP e até mesmo o tipo de navegador que usa.

A plataforma deixa explícito que esses dados podem ser fornecidos a parceiros de publicidade. A empresa ainda deixa claro que poderia contornar jurisdições locais, ao armazenar as informações em servidores dos EUA, que não possui leis específicas para o compartilhamento de dados.

Além de toda essa questão da privacidade, a plataforma também dá a si mesma o direito sobre as fotos enviadas ao app. Conceder esse direito ao Faceapp é uma ação irrevogável descrita nos Termos de Uso que o usuário precisa concordar para ter acesso ao recurso.

Fonte: marie clair